O grande número de adolescentes que engravida durante o período escolar está preocupando os professores e diretores das escolas da Região do Dirceu.
Segundo a diretora regional da educação, professora Leonice Maria Ferreira, são 21 garotas que estão grávidas nas escolas públicas da região. Quatro delas têm 15 anos e 17 têm menos de 15.
Uma gravidez durante o período escolar causa um grande atraso na formação da jovem que geralmente desiste dos estudos ou passa alguns meses fora da sala de aula.
A preocupação das professoras é saber até que ponto a presença das adolescentes grávidas nas salas de aulas serve de incentivo ou alerta às demais. Muitas podem se sentir motivadas com a gravidez da colega ou ficar no lado romântico de ter um bebê sem pensar no tempo que terá que dedicar àquela criança.
A professora Socorro, da direção da Unidade Escolar Agnelo Pereira, disse que a escola vem tratando o tema com preocupação, pois tem a sensação de que as orientações sobre sexualidade passadas pelos professores não estão sendo seguidas.
“Já foram realizadas várias atividades como palestras e discussões em salas de aula, mas cada vez mais cedo, as adolescentes estão tendo experiência sexual com riscos de uma gravidez indesejada, ou até adquirir uma doença sexualmente transmissível” disse a professora.
Jaqueline Odália, 15 anos, moradora do Dirceu, grávida de nove meses, disse que vai pegar os temas para estudar em casa e fazer as provas na escola, mas quando terminar o semestre vai embora para a casa da mãe em Monsenhor Gil e estudar à noite.
De uma gravidez indesejada e conflituosa na família vai nascer Yasmim Vitória numa família onde mãe e filha precisarão de acompanhamento de profissionais.
Sonhos adiados ou perdidos
Jaqueline engravidou de uma pessoa muito mais velha, que já abandonou, e sonhava estudar e chegar à universidade. “Minha vida virou um inferno depois dessa gravidez, tive que cancelar tudo” desabafa Jaqueline.
Licença-gestante às estudantes
A Lei nº 6.202/75 trata das estudantes gestantes e concede a elas, a partir do oitavo mês de gravidez e três meses depois do nascimento, o direito de ser assistida pela escola no chamado regime de exercícios domiciliares. Comparando com os direitos da mulher trabalhadora que engravida e tem 120 a 180 dias de licença, há discriminação da estudante grávida que tem apenas 90 dias. Isto pode contribuir com a evasão escolar.
Em nossa escola temos vários casos de meninas grávidas,as vezes a família apoia ou não.É a hora de pararmos e pensarmos porque engravidar na adolescencia não vale a pena porque não temos condições fisicas e financeiras para cuidar de uma criança.É hora de sonharmos um ótimo futuro, se concentrar nos estudos e ir a luta, porque nada cai do céu.
Créditos: AcessePiauí